E vão três dias de festa e coisa está para continuar. Desde domingo à noite, e apesar do inverno rigoroso, tudo se esquece, é só elogios.
Mais parece que ganharam uma destas. Mas não, o terceiro classificado da época passada ganhou em casa ao Tetra-campeão. Algo completamente inesperado? Responderia que não, que é um resultado expectável. Então porquê tanta festa? A resposta só pode ser uma, estavam borrados de medo, e apesar de estarem à frente tinham interiorizado uma derrota e a consequente perda de mais um campeonato. Ganharam. Haverá campeonato até ao fim.
Analisando o jogo, este foi claramente marcado pelas condições do terreno “ tipo artemedia”. Desde logo ao que parece levou a que Jesualdo, pelas condições do terreno, optasse por inserir, no onze inicial, Guarin. Foi confrangedora a sua exibição, incapaz de criar, de atacar até a defender foi um desastre. O seu primeiro passe certeiro , fê-lo, cerca dos 40 minutos de jogo, até aí só asneira. Asneira em cima de asneira, falhou passes, não acertou nas recepções de bola, e a defender fez imensas faltas, falhando ainda no seu posicionamento. Recordo um lance cerca dos 6 minutos em que incapaz de pressionar deixou David Luiz criar um movimento interior na sua zona de acção. Muitas vezes em seu socorro apareceu Raul Meireles, que abandonando o lado esquerdo vinha em seu socorro do lado direito. Com um meio campo a não funcionar a equipa num conseguir fazer a transição para o ataque.
Na defesa, jogadores que vinham evidenciando boa forma, Fucile e Bruno Alves estiveram irreconhecíveis. Fazendo com que a equipa sofresse a cada ataque benfiquista.
Assim apesar dos cinco minutos iniciais pertencerem por completo ao Porto, e em que uma boa saída de Quim, valeu que Falcão não tenha inaugurado o marcador. Foi o Benfica, graças a uma melhor adaptação ao terreno, que dominou o resto da primeira parte. Após o intervalo o melhorou o Porto. Podia ter empatado, não fosse uma grande intervenção do Quim. Nos últimos quinze minutos, um Porto claramente desequilibrado voltou a permitir que o Benfica pudesse dilatar o marcador. Mostrando sempre muita entre ajuda, o Benfica conseguia pressionar alto e evitar que o Porto se acercasse da baliza de Quim.
Sem fazer um grande jogo, adaptando-se melhor ao terreno, o Benfica fez o suficiente para merecer a vitória. Destaco do lado encarnado a prestação de Ramires, grande entrega, mesmo não tendo treinado toda a semana, e a capacidade da equipa em pressionar alto nos últimos dez minutos de jogo.
Paradoxalmente, o grande derrotado da semana acaba por ser o mesmo Benfica que se vê impossibilitado de renovar o título conquistado há um ano – o de Campeão de Inverno.
Por isso aqui deixo os sinceros parabéns ao SC Braga! J
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